
Por que o Teor de Clinoptilolita (≥ 80%) Importa na Agricultura?
Maior CTC
CTC de 150-200 meq/100g (ficha técnica). A capacidade de troca vem da clinoptilolita, por isso o teor do mineral no produto importa.
Menos Impurezas
Quartzo e feldspato, comuns em tufos de baixo teor zeolítico, não trocam cátions e diluem a CTC por kg aplicado.
Mais Troca por kg
Com maior teor de clinoptilolita, cada kg aplicado carrega mais capacidade de troca catiônica.
Benefícios para a Agricultura
Clinoptilolita no solo: retenção de água e de nitrogênio
Retenção de Água
Água disponível no solo com 1% de clinoptilolita, conforme a granulometria (Ibrahim et al., 2021)
Menos Perda de Nitrogênio
Emissões de amônia e óxido nitroso cerca de 50% menores em solo com clinoptilolita sob adubação com ureia (Wang et al., 2025)
Redução de Lixiviação
Revisão relata menor lixiviação de nitrogênio com zeólita aplicada ao solo junto com o fertilizante (Cataldo et al., 2021)
Liberação Gradual
NH₄⁺ e K⁺ retidos por troca catiônica permanecem na zona das raízes e são liberados aos poucos (Cataldo et al., 2021)
Menos Volatilização
Volatilização de amônia 3 a 4,4 vezes menor com 15 g/kg de clinoptilolita em solo arenoso (He et al., 2002)
Recuperação do N em Arroz
Em campo, a clinoptilolita incorporada ao solo (8-16 t/ha) com 60 kg N/ha elevou a recuperação aparente do nitrogênio de 40% para até 65% e aumentou o rendimento de grãos (Kavoosi, 2007)
Retenção de Cádmio no Solo
Com 9% de clinoptilolita no solo, 97-99% do cádmio permaneceu retido, contra 12-35% sem zeólita, em ensaio de laboratório (Mahabadi et al., 2007)
Resultados de Estudos
Água disponível
1% de clinoptilolita no solo (Ibrahim et al., 2021)
Menos NH₃ e N₂O
Solo adubado com ureia (Wang et al., 2025)
Menos volatilização de NH₃
15 g/kg em solo arenoso (He et al., 2002)
Aplicações em Agricultura
Soluções para diferentes sistemas agrícolas
Condicionamento de Solo
Melhoria da retenção de água e estrutura do solo. Aplicação direta no solo para aumentar capacidade de retenção hídrica e de nutrientes.
Fertilizantes de Liberação Lenta
Redução de perdas por lixiviação e maior eficiência. Mistura com fertilizantes convencionais para liberação gradual de nutrientes.
Compostagem
Adição durante a compostagem para reter a amônia volatilizada e reduzir a perda de nitrogênio do composto (Witter & López-Real, 1988; Kithome et al., 1999).
* Doses de referência. Podem ser revisadas por profissionais habilitados, como médicos-veterinários, agrônomos, zootecnistas, químicos e engenheiros de alimentos, entre outros, pois títulos e habilitações variam entre países; organismos regulatórios locais também podem estabelecer limites próprios.
Especificações Técnicas para Agricultura
| Capacidade de Troca Catiônica (CTC) | 150-200 meq/100g |
| Absorção de Água | 42-50% |
| Forma | Pó |
| Densidade Aparente | 0,6-0,8 g/cm³ |
| pH | 7,0-8,0 |
| Área Superficial | 43-47 m²/g (BET) |
| Seletividade Catiônica | Cs⁺ altamente seletivo; NH₄⁺ preferido frente a alcalino-terrosos (Ames, 1960) |
| Persistência no Solo | Mineral estável; dissolução extremamente lenta em pH neutro |